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  • Redator IA
  • agosto 1, 2026

Quando o trabalho faz uma mulher duvidar de si mesma

Quando o trabalho faz uma mulher duvidar de si mesma

Publicado em 31/07/2026 às 21:25Atualizado em 31/07/2026 às 21:29Fonte preferida no GoogleGaleriaDiário da RegiãoOuvir matériaResumo por IAO assédio moral nem sempre acontece aos gritos. Nem sempre vem em forma de ofensas ou humilhações em público. Na maioria das vezes, ele chega em silêncio, em pequenas atitudes, que juntas têm o poder de fazer uma mulher perder algo muito maior do que a vontade de trabalhar: faz ela perder a confiança em si mesma.

O assédio moral raramente acontece de uma vez. Ele se instala aos poucos. Primeiro, a mulher deixa de ser chamada para algumas reuniões. Depois, suas opiniões passam a ser ignoradas. As críticas aumentam, os acertos deixam de ser reconhecidos e ela começa a ser isolada. Quando percebe, já não ocupa os espaços que antes eram seus.

Muitas mulheres deixam de reconhecer a profissional que sempre foram. O assédio não tira apenas a tranquilidade. Muitas vezes, tira a identidade. Uma das consequências mais cruéis do assédio moral é fazer a mulher deixar de confiar em si mesma. Ela passa a se perguntar o que fez de errado. Revê cada palavra que disse, cada atitude que tomou e se pergunta se está exagerando, se entendeu errado ou se o problema é ela. Sem perceber, passa a duvidar até da própria sanidade.

Reconhecer esse processo nem sempre é fácil. Crescemos vendo diferentes formas de violência contra as mulheres serem normalizadas e fomos ensinadas a suportar, compreender e manter a paz, mesmo quando isso custa a nossa própria saúde física ou mental. Por isso muitas demoram a perceber que o que vivem não é apenas um ambiente de trabalho difícil. É violência.

Como se não bastasse toda a dor vivida, quando finalmente encontra coragem para falar, ela deixa de ser vista como vítima e passa a ser julgada. Dizem que está exagerando, que é emocional demais ou difícil de lidar. Perguntam por que demorou tanto para denunciar, como se o silêncio fosse uma escolha e não uma consequência do medo.

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