As doenças circulatórias são silenciosas e devem ser diagnosticadas precocemente

Esta ação preventiva é necessária, uma vez que os problemas de circulação são, na maioria dos casos, silenciosos. Isto significa que a ausência de manifestações clínicas em fases iniciais representa a característica marcante das alterações circulatórias. Desta forma, o diagnóstico das doenças vasculares pode ocorrer tardiamente, o que aumenta a necessidade de intervenções cirúrgicas e de internações hospitalares em decorrência de complicações arteriais e venosas.
A doença venosa, por exemplo, é extremamente prevalente em nossa população. Aproximadamente 20% a 30% da população brasileira sofre com a presença de varizes nos membros inferiores, que se caracterizam por veias dilatadas e tortuosas, responsáveis por sintomas como sensação de peso e dores nas pernas no final do dia, inchaço e formigamento nos pés.
Muito além de um problema apenas de caráter estético, a doença venosa crônica pode evoluir para quadros clínicos avançados, com surgimento de hiperpigmentação de pele, eczema e úlcera venosa. Esta última, comprovadamente, constitui uma importante causa de afastamento do trabalho, prejuízo na qualidade de vida e dificuldade na inserção social.
Além disso, a doença venosa também pode ser caracterizada por eventos tromboembólicos. A embolia pulmonar, caracterizada pela obstrução da circulação pulmonar por um coágulo sanguíneo, na maior parte das vezes, proveniente dos membros inferiores, constitui uma importante causa de internação hospitalar e de morte súbita.
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