Pesquisa Sebrae

O levantamento identificou o perfil predominante entre os MEIs: mulher (71,3%), que trabalhava anteriormente com carteira assinada (60%) e começou na atividade para buscar autonomia e independência (25%), complementar a renda (20%) ou transformar uma habilidade ou ideia em negócio (18%).
De acordo com Pedro Gonçalves, consultor do Sebrae-SP, a pesquisa sugere que o empreendedorismo tem sido, predominantemente, uma alternativa de transição de carreira. “A barreira de entrada para começar um negócio de marmita é baixa. Muitas pessoas começam na cozinha de casa, com utensílios próprios. Por outro lado, a concorrência é alta e exige a necessidade de ficar atento à gestão do negócio para não ficar no prejuízo”, alerta.
Em relação ao faturamento, o valor médio mensal registrado é de R$ 4.191. Os MEIs produzem e vendem em torno de 151 a 300 marmitas por mês (36%) ou de 51 a 100 marmitas (29%). Para 65% dos MEIs, os preços de venda variam de R$ 21 a R$ 30.
“Os resultados sugerem um mercado concentrado em preços intermediários, refletindo a necessidade de equilibrar competitividade, custos de produção e poder de compra dos clientes”, comenta Pedro Gonçalves, do Sebrae-SP. A pesquisa aponta que o principal desafio dos MEIs do segmento é o controle de custos (42%), seguido pela concorrência (38%) e pela logística das entregas (29%).
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